quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

9º DIA - AMSTERDAM - BERLIM

Nono dia fora de casa, mais um dia frio naquela parte da Europa, acordei cedo tomei café no hostel, cafezinho até melhor do que o francês, coloquei minha mochila nas costas e fui caminhando para a estação central. O horário de embarque era as 9:00 hrs e de chegada as 15:30 hrs, sete e meia cheguei na estação, com bastante tempo para resolver qualquer coisa, logo de cara, não via meu trem no painel, já fiquei preocupada, a estação central de Amsterdam é muito confusa, o fato de ser enorme também dificulta o entendimento dos pontos de embarque, então localizei a empresa de transporte e tratei de tirar minha dúvida de onde poderia embarcar e se minha passagem estava correta. O cara que me orientou na fila era mais enrolado ainda, me colocou numa fila e quando chegou minha vez, a pessoa que me atendeu, me perguntou o que eu estava fazendo lá, minha passagem estava certa e logo logo apareceria a informação no painel, fiquei mais tranquila, e como ele havia dito logo apareceu. Chegando no ponto de embarque encontrei um casal de brasileiro e comecei a conversar com eles, eles também iriam para Berlim, então tive certeza mesmo que estava no lugar certo. O interessante de quando se viaja só é que você tem que ter 100% de certeza de tudo, porque lá na hora do aperto, ninguém vai estar lá para lhe socorrer. No horário certo chegou o trem, embarquei nele nessa viagem que seria a mais longa de todas. Durante toda a viagem o trem parou nas mais diversas estações, nunca dava para dormir de verdade, mais o que me deixava mais assustada era que eles nunca falavam o nome Berlim como parada final, sempre falavam Hangover, comecei a suspeitar que aquele trem teria uma parada final não em Berlim e que eu teria que fazer uma conexão para outro, coisa que não tinha especificado na minha passagem. Enfim Hangover e todos começaram a sair do trem, perguntei a outro turista se eles iriam para Berlim, eles confirmaram, então desci. É tudo muito rápido, você tem que descer logo, se não o trem sai novamente, e nesse momento me vi numa cidade estranha, no frio, sem nenhum teto, perdida no meio do nada, mantive a calma e fui atras de informações, perguntei aqui, acola e ninguém me dava uma resposta certa, então chegou o trem e todos começaram a embarcar novamente, perguntei ao funcionário se iria para Berlim ele me confirmou então sem saber se era o meu trem correto, ou se minha passagem também iria dar certo, embarquei. De repente no painel apareceu o destino final, Berlim, a última etapa seria saber se minha passagem serviria, e lá se vem o funcionário, serviu, agora consegui relaxar.


Até que enfim, Berlim. A estação central de Berlim é um arraso, aliás tudo, em relação a transporte é um arraso na Alemanha, assim que desembarquei peguei um táxi e fui para o hostel, durante o caminho olhava pela janela tentando identificar alguma rua, monumento, algo que me lembra-se as diversas fotos que vi na internet, mas Berlim parece um canteiro de obras, à todo o tempo, em todo lugar, algo está sendo construído ou reformado. Chegando ao hostel, fiquei espantada, de todos os que havia passado esse superava as expectativas, era melhor ainda, um hotel com preço de hostel, foi o único que consegui reservar um quarto privado, depois de dez dias dividindo o quarto com várias pessoas, uma certa privacidade caia muito bem.


Tomei um bom banho e desci para caminhar pelo bairro, logo na recepção parei em frente aos panfletos e peguei um monte, para cada necessidade uma informação. O hostel ficava localizado bem próximo a uma parte do muro que foi destinada a pintura, a arte, o bairro era cercado por lanchonetes, supermercados, estação de metrô, quando voltar a cidade é para lá que volto. Passeando parei para comer a famosa linguiça alemã com molho curry (currywurst), show, comi duas porções.


Já estava escurecendo quando voltei para o hostel, voltei para me organizar e colocar minha programação do dia seguinte no pé do lápis, fucei os panfletos que eu havia levado e com o pc aberto, comecei a me organizar, de repente achei o que eu procurava, um tour para brasileiros pelo centro de Berlim (www.viveberlintours.de/pt), recomendo bastante, os guias geralmente são estudantes de artes, brasileiros que resolveram morar na Europa para estudar ou trabalhar, tour é muito bom mesmo, andar pelo centro da  cidade e conhece-lá é um passeio pelas páginas de um livro, a cidade respira história viva, mas isso eu contarei no capítulo do dia seguinte.